12 março 2010

O Falar em Línguas: A Linguagem Sobrenatural de Oração - Luciano Subirá



É um livro que marcou minha vida
(O Falar em Línguas: A Linguagem Sobrenatural de Oração - Luciano Subirá)

Uma das mais poderosas ferramentas de edificação que Deus deu as seu povo é a linguagem sobrenatural de Oração.
Quando descobrimos o investimento divino que há no falar em línguas e fizermos dele uma prática diária, seremos levados a uma nova dimensão de vida no Espirito.
Nada do que Deus nos dá é em vão. contudo, a maioria dos cristãos ignora o valor da linguagem de oração do Espirito Santo. Neste Livro você pederá compreender mais acerca das verdades que envolvem esta preciosa manifestção espiritual.

Cnfira o primeiro Capitulo


1 - "UMA FERRAMENTA DE EDIFICAÇÃO"
"Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, então se deve por mais força; mas a sabedoria é proveitosa para dar prosperidade."
Eclesiastes 10:10.

Quando o rei Salomão foi inspirado pelo Espírito Santo a escrever estas palavras, não nos deixou apenas um princípio natural, mas, paralelamente estabeleceu um fundamento espiritual.

Assim como a sabedoria de afiar o corte do machado no rachar lenhas torna o trabalho mais eficaz, também há recursos espirituais que tornarão nosso andar em Deus mais frutífero.

Se o machado de um lenhador encontra-se embotado, sem corte, ele tem que empreender muito mais força e energia em seu trabalho, consumindo assim mais do seu tempo. Mas ao investir uma parte do seu tempo afiando o corte do machado, no fim terá economizado tempo e energia.

A partir do momento que a ferramenta tem melhor corte, será o corte que determinará o resultado, e não a força do golpe na lenha. Resumindo: Se tentamos economizar o tempo que usaríamos dando manutenção à ferramenta, acabamos perdendo mais tempo ainda no trabalho que executamos.

O povo de Deus precisa aprender urgentemente esta lição! Penso que a Igreja nunca esteve com o ferro tão embotado nas questões espirituais como agora. Queremos fazer tudo no esforço da carne, na nossa dinâmica e ativismo meramente naturais, e esquecemo-nos das palavras do profeta:

"...Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos."
Zacarias 4:6b.

O que quero compartilhar com você neste livro é que há um afiador espiritual para as ferramentas que Deus nos deu; e podemos usá-lo tanto no que diz respeito à nossa vida cristã pessoal como também no ministério: O FALAR EM LÍNGUAS!

Reconheço este ensino como uma das coisas que mais afetaram minha vida e ministério até hoje. E quando olho para os que também o tem praticado e vejo os mesmos resultados em suas vidas, só consigo ver um único interessado em que ele não seja divulgado: Satanás, nosso adversário.

O único que ganha cada vez que se polemiza este assunto é ele; mas o Senhor colocará todo engano maligno por terra! E esta mensagem terá um papel significativo no preparo do Corpo de Cristo para o grande avivamento que está por vir.

Nada do que Deus nos dá é inútil. E com o falar em línguas não é diferente. Não recebemos do Senhor tão preciosa ferramenta à toa, devemos utiliza-la de maneira consciente e proposital, usufruindo assim de seus benefícios. O falar em línguas é a linguagem sobrenatural de oração do Espírito Santo; se a oração é algo que já vimos como poderosa e essencial na vida do crente, o que não dizer da oração no Espírito?

O PROPÓSITO

Infelizmente, o propósito das línguas não tem sido entendido e temos perdido o melhor de Deus. Estamos nos aproximando da virada do século, quase cem anos depois do que tornou-se mundialmente conhecido como o "Avivamento da Rua Azuza", onde a prática do falar em línguas foi definitivamente restaurada na vida da igreja; mas vejo que não amadurecemos muito nesta área.

A experiência espalhou-se por todo o mundo porque Deus fez com que isto acontecesse; mas e quanto à nossa parte? Será que entendemos o propósito de Deus em relação ao falar em línguas? Será que estamos usando devidamente aquilo que o Pai Celeste nos deu?

Entre muitos evangélicos o falar em línguas virou um sinal de "espiritualidade", o meio de se saber quem são "os melhores". Só que isto não passa de infantilidade e ignorância, uma vez que o falar em línguas em si não indica o menor sinal de maturidade na vida cristã; é o uso devido e contínuo delas que nos conduzirá até lá!
A definição costumeira do que é o falar em línguas, é a de que ele é a evidência do batismo no Espírito Santo. Mas isto é limitar o que Deus planejou. Ao olhar para o falar em línguas somente como evidência do batismo no Espírito, estamos perdendo, pois as línguas são muito mais que isto! Considere o seguinte: quando tomamos banho, saímos molhados do chuveiro.

E a água em nosso corpo é uma evidência de que tomamos banho. Mas não é por causa disto que vamos definir a água como "a evidência do banho"... A água é muito mais do que isto. Sua utilidade e definição se estende a tantas outras áreas! Da mesma forma é com o falar em línguas. Não é porque seja a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo, que será somente isto.

A promessa de Jesus não termina no dia do batismo no Espírito, apenas se inicia como uma evidência deste e então se estende a outras áreas como a edificação espiritual.

Pois como escreveu o apóstolo Paulo: "...o que fala em línguas edifica-se a si mesmo" (I Co.14:4a).

O propósito de Deus não era o de nos rotularmos com este ou aquele título por falarmos ou não em línguas. Não era o de falarmos em línguas quando recebemos o batismo no Espírito para então não voltar a faze-lo nunca mais. O livro de Atos diz que em Pentecostes, eles COMEÇARAM a falar em línguas. Isto significa que daquele dia em diante eles usariam o que Deus lhes dera! O que eles receberam no dia de Pentecostes era apenas o começo de uma nova dimensão de edificação pessoal.

Quando a Igreja de Jesus Cristo compreender e praticar o verdadeiro propósito de Deus para o falar em línguas, conhecerá a maior dimensão de uma vida no Espírito já desfrutada em todos os tempos!

Não entendo como as pessoas não conseguem ver propósito nesta prática; nada, absolutamente nada do que Deus nos dá é em vão. O Senhor não nos daria algo só para dizer que deu; quando Ele o faz, tem em vista os benefícios daquilo; quer que cresçamos, que avancemos na fé. E é exatamente isto que quero enfatizar; o falar em línguas deve ser usado dia após dia, pois aquilo que Deus o deu é para ser usado. O falar em línguas é uma linguagem de oração, que deve ser distinguida do dom de variedade de línguas, e é a porta de entrada para uma vida intensa no Espírito.